Dicas: Show, Don’t Tell ou Mostre, Não Diga.

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Qualquer um que já tenha escrito um conto, livro ou feito um curso de escrita já escutou alguém falando sobre o famoso "Show, Don’t Tell" que é traduzido quer dizer "Mostre, Não Diga".

 

Eu sei que ouvir essas palavras são frustrantes. Provavelmente porque você não sabe o que estão querendo dizer por "Mostre, Não Diga". Ou você pode acreditar que você está mostrando quando você está realmente dizendo.

 

Posso te falar que "dizer" pode ser útil, ou mesmo necessário, entretanto a maioria das pessoas não percebem o quão vital é "mostar" uma história, ensaio, ou mesmo um post no blog é. Quando falo mostra eu digo sobre permitir ao leitor acompanhar o autor, para ver e sentir e experimentar o que o autor experimentou. Usando o equilíbrio adequado de mostrar e dizer vai fazer sua escrita mais interessante e eficaz.

 

"Ok, eu entendo", você está pensando. "Mas como eu faço isso? Como faço para trazer mais "mostrar" em minha escrita?"

 

Estou feliz que você perguntou. Aqui estão algumas dicas que irão ajudar a tornar a sua escrita mais vívida e ativa para o seu leitor.

 

1. Use o diálogo

O diálogo permite ao leitor experimentar uma cena como se estivessem lá, conversando junto aos personagens e criando uma certa intimidade. Em vez de dizer ao leitor "A mãe de Justin estava com raiva", eles podem ouvi-lo por si mesmos:

 

 - Justin Bieber - a mãe gritou - Venha aqui neste instante!

 

O diálogo pode dar a seu leitor uma grande dica sobre o caráter, a emoção e humor dos personagens.

 

Com certeza alguém já falou mal de uma garota, mas depois de meia hora do lado dessa notou que tudo que falaram sobre ela é mentira?

 

Já notou que as fala mansa, a melodia da voz, tudo compõe uma personalidade única muito mais poderosa do que uma simples frase sobre ela? Isso é exatamente o Show, Don't Tell. Faça o leitor conhecer o personagem, ambiente e história.

 

2. Use uma linguagem sensorial

Para que os leitores a total experiência que você está escrevendo, eles precisam ser capazes de ver, ouvir, saborear, cheirar e tocar o mundo à sua volta. Tente usar uma linguagem que incorpora vários sentidos, não apenas a visão.

 

3. Seja descritivo

Tenho certeza que todo mundo se lembra aprendendo a usar adjetivos e advérbios no ensino fundamental. Quando nos é dito para ser mais descritivo, é fácil voltar a essas coisas que nos foi ensinado. Mas ser descritiva é mais do que apenas a inserção de uma seqüência de palavras bastante descritivas. É cuidado ao escolher as palavras certas e usá-los com moderação para transmitir o seu significado.

 

Olha esse exemplo.

Dizendo: Ele senta no sofá segurando sua guitarra.

Não há nada de errado com essa frase. Ela dá ao leitor algumas informações básicas, mas não criar uma imagem. Compare a frase com este:

 

Mostrando: Seus olhos estão fechados, e ele está abraçando o violão nos braços, como um amante. É como se ele estivesse tentando se agarrar a algo que quer deixar ir.

O segundo exemplo que leva informações básicas e pinta um quadro com ele. Ele também usa linguagem figurativa, neste caso, o símile "abraçando o violão nos braços, como um amante" para ajudar a criar uma imagem.

 

Mas lembre-se: Ao usar a descrição, é importante não exagerar. Caso contrário, você pode acabar com o que eu chamo de descrição de ficha policial. Por exemplo: "Ele era alto, com cabelos castanhos e olhos azuis. Ele usava uma camisa vermelha e calça jeans e uma jaqueta de couro marrom."

 

4. Seja específico

Em vez de escrever: "Eu nunca tinha sentido nada parecido antes em toda minha vida", tome tempo para tentar descrever esse sentimento, e então decidir a melhor forma de transmitir esse sentimento para o leitor. Seus leitores vão agradecer por isso.

Namore um cara que lê!

"Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.

Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.

Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar."

Porque será que eu concordo plenamente com o que o Franz postou no blog dele? Ok, o post não foi ele que escreveu, mas não é a mais pura verdade?

Continue lendo no Apogeu do Abismo

Publicado originalmente em Acepipes escritos. Via: Livros e Pessoas


O louco de palestra versus o escritor profissional

"É fato que nunca houve tanto palanque reservado aos escritores. Mas até que ponto essa penca de festas, feiras e bienais tem interesse real no que os autores têm a dizer? Às vezes me parece que o trabalho de organizadores, curadores e diretores artísticos se resume a encher os olhos dos patrocinadores com elencos rechonchudos de nomes conhecidos e mais ou menos conhecidos. Neste ano participei de palestras com público ínfimo (a culpa deve ser minha), ou então de conversas que eram soterradas por refrões do tipo “delícia, assim você me mata” vindos do estande vizinho. Quem já foi a um pavilhão desses conhece bem a balbúrdia babélica dos autofalantes disputando atenção. E a tapioca sempre vence. Agora, e se num dado momento, quando enfim o silêncio se estabelecesse e a divulgação atingisse o mesmo nível do investimento e a plateia estivesse repleta e atenta, e se então e somente então se descobrisse o óbvio: que o escritor não tem nada a dizer?"

Polemica, sinto cheiro de polemica! Leiam na integra o texto do Joca Reiners Terron e veja se você concorda com ele e consequentemente comigo...

Ressalto principalmente esta frase do mesmo: Não deixa de ser surpreendente, ao frequentar rodas de amigos escritores, descobrir que essas criaturas abnegadas raramente conversam sobre literatura. #FATO

Achados & Perdidos

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Sinopse:
Dev é um adolescente que tem muitos problemas, mas, ao acordar numa manhã, se encontra diante de uma situação completamente inédita: há um buraco negro em sua barriga.

Seu amigo Pipo fica fascinado com o fenômeno e decide ajudar Dev a desvendá-lo. Nessa investigação, os garotos acabam topando com Laura, uma garota que mantém vários segredos.

Acho que isso vai ser meio estranho, pois não li A HQ ainda. Apenas li resenhas, e todas falando muito bem sobre ela.

Mas vou contar o que sei:

Achados e perdidos é uma criação em conjunto de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho. Que juntos, também, mantém o site: Quadrinhos Rasos.

Quadrinhos Rasos é uma webcomic onde os dois postam, semanalmente paginas(duas) sobre uma musica. Na verdade, como eles interpretam essa musica. Muito bacana.

O mais curioso, é que em sua publicação- Achados e Perdidos- essa situação acaba se invertendo. Pois o que é escrito e desenhado na Graphic Novel acabou virando musica. Sim, ao invés de se inspirarem, acabaram inspirando o Bruno Ito.

A HQ é vendida junto com um CD onde todas as musicas -pelo o que eu entendi- são sobre o capítulos da revista.

Eu nunca tinha ouvido falar, ou mesmo ouvido Bruno Ito, mas devo admitir que, pela musica de amostra, ele é um cara extremamente talentoso.

Em uma entrevista o Eduardo, ou o Luís(não lembro qual) disse a seguinte frase:
--Nossa, o que eu escrevi inspirou o cara a fazer isso!

Bom pessoal, acho que já me alonguei demais, para quem não teve a oportunidade de ler a HQ ainda. Então vou deixar os seguintes links:

Resenha -muito boa- do site Universo HQ sobre a revista: Aqui

Link onde poderão ler o primeiro cap. E ouvir a primeira musica: Aqui

E, nesse link, vocês podem comprar a revista: Aqui

 

A visão sobre o personagem Wolverine do talentoso R. Grampá

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No ano passado o artista brasileiro Rafael Grampá participou de uma coletânea de histórias curtas, titulada como: Strange Tales II


A pouco tempo atrás a Marvel liberou a revista para ser lida online e com essa brecha o brasileiro resolveu soltar um making of sensacional de como ele escolheu o personagem, de onde surgiu a ideia para a história e ainda por cima colocou mais algumas imagens de esboços e layouts das paginas.

Confiram:

Na sexta passada, a Marvel Comics decidiu liberar a leitura digital online da Strange Tales II. Pra quem não sabe, a Strange Tales foi um projeto que reuniu artistas que não trabalham para o mercado de HQs de super heróis para contarmos as histórias que quisessemos com os heróis da Marvel. Por conta desse convite, me deram carta branca para escolher qualquer um dos personagens da Marvel e o mais importante, contar a história que eu bem entendesse. Esse projeto foi publicado em Outubro do ano passado e foi muito comentado, resenhado e falado(leia o resto)

Soneto do Reencontro

Em memória à Vinicius de Moraes.

 

De repente do pranto fez-se o riso

Escandaloso e vivo como o paço

E das vãs lágrimas fez-se o paraíso

E das mãos distantes fez-se o abraço

 

De repente das sombras fez-se cores

Que dos olhos refez a primeira chama

E das saudades refez-se  os amores

E do sentimento desfez-se o drama

 

De repente, não mais que de repente

Fez-se amante o que se fez errante

E de contente o que se fez rangente

 

Fez-se amigo próximo do distante

Fez-se da vida aventura excitante

De repente, não mais que de repente.